Uma Mulher Virtuosa é feita de Esforços

Uma mulher virtuosa não anuncia seus atos bons nem faz propaganda de si mesma

Eis uma descoberta extremamente valorizada na Palavra de Deus e que me fez pensar muitas e muitas vezes: ser uma mulher virtuosa. É mesmo instigante ler a experiência de vitória de um homem quando encontra para si esse “troféu”, pois, segundo a Bíblia, a virtude parece mesmo uma raridade.

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Mas o que realmente tem essa mulher? E quem ela é? O que ela carrega em si de tão especial para ser objeto de oração e interesse há tantos anos?

Ela é aquela mulher cheia de admiráveis virtudes e as põe em prática a serviço de Deus sem melindres nem expectativas de reconhecimento. Uma habilidade colocada a serviço com sinceridade de coração provoca um fortalecimento interior muito grande na mulher e faz com que, aos poucos, ela amadureça mais e mais, e perceba que sua fidelidade não pode nem deve ser movida por reconhecimentos externos. Sua maior virtude será provada e construída internamente, pois fidelidade real é quase sempre discreta e silenciosa. Uma mulher virtuosa não anuncia seus atos bons nem faz propaganda de si mesma. A segurança feminina, muitas vezes, é silenciosa ao extremo.

Toda pessoa é virtuosa, mas olhando especialmente para a mulher, ela tem uma característica ímpar e notável: é uma pessoa que se esforça muito. Sim, virtude é consequência de esforço e decisão humana. Devemos ter muito claro em nosso interior que há uma grande diferença entre as virtudes e os dons. Quando penso em um dom, preciso compreender que é uma dádiva, um presente recebido de Deus sem qualquer merecimento. Ele nos deu um dom por nos amar, por acreditar em nós, simplesmente por misericórdia pura e nada mais. Diferente da virtude, que precisa do nosso esforço e da nossa decisão diária para se desenvolver e crescer cada vez mais.

Uma mulher virtuosa faz o exercício diário de esforçar-se para dar o melhor de si sem reservas. É admirável observar uma mulher de esforços diários e constantes; ela sim é virtuosa, ainda que ninguém a perceba, pois a invisibilidade é o melhor perfume para uma mulher de virtudes.

Percebo que, às vezes, pedimos a Deus que nos livre dos esforços humanos femininos, que a vida nos seja mais “fácil”. No caminho de conquista das grandes virtudes para a nossa alma teimosa e desobediente, o esforço tem um papel imprescindível: disciplinar a alma! Ensiná-la a olhar sempre para o sentido final, em cada detalhe do caminho, sem perder de vista o grande sentido da vida: amar a Deus sobre todas as coisas! Rezamos tanto pedindo que o Senhor nos alivie os ombros, mas, no fim, percebemos que aguentar o que a vida nos propõe é o melhor exercício de virtude que podemos ter; e que vivendo o hoje, com tudo o que ele nos traz de bom e de ruim, seremos transformadas por Deus e cada vez mais cheias de virtudes. É bom sempre lembrar que quem vive seu caminho reclamando precisa começar de novo, pois, provavelmente, está fazendo tudo errado. O caminho de esforço, com um sentido nobre de amor, provoca gratidão e não murmuração. E agradecer é um exercício de virtude!

Se tudo concorre para o nosso bem, para uma mulher virtuosa toda permissão de Deus é uma possibilidade de melhora, de ajuste do centro de nossa vida; e o centro da vida de uma mulher virtuosa é Deus. No entanto, para muitas outras o centro de suas vidas é falar da vida dos outros, reclamar do marido, do trabalho, reclamar, reclamar e reclamar. Também a Bíblia nos ensina que não há nada mais desagradável do que ser obrigado a conviver com uma mulher que murmura e destila insatisfação.

Eis o nosso desafio: lutar para que sejamos mulheres admiráveis por nossas virtudes secretas. Que o centro da nossa vida seja mesmo o nosso amor a Deus. Amar é tomar uma decisão estável, madura e exigente, e isso implica esforço.

O mais bonito não é o que essa mulher conquista, mas quem ela vai se tornando ao longo de seu caminho. Que esse caminho das virtudes seja sem volta, que seja o caminhos dos esforços e do amor.

Assista ao vídeo: Uma mulher virtuosa é feita de esforços.

Por Ziza Fernandes
Ziza é cantora, compositora, musicoterapeuta, professora e mosaicista. Estudou piano por 12 anos no Conservatório Santa Cecília, Maringá – PR, aperfeiçoando-se com o professor Paulo Giovanini, na Universidade Estadual de Maringá.

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Do Coração de cada Homem para o Coração de cada Mulher

Minha querida,

Misterioso. Misterioso é o meu amor por você. De onde veio? Como ele surgiu? De onde ele recebe esse poder que tem sobre mim? Eu não posso explicar, eu não o esperava e ele não vem de mim. Meu amor por você causa tantas coisas em mim. Ele me causa confusão e dor, e me causa alegria eufórica e paz profunda, porém o mais importante, ele faz surgir a minha mais profunda admiração e respeito.
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Como é apropriado que meu amor por você exija tal caráter, porque assim ele se assemelha mais a você. Deus achou por bem entregar a profundidade do seu mistério aos meus cuidados; para protegê-lo e reverenciá-lo. Eu não posso explicar porquê, eu não mereci ganhar tal presente, eu sou um receptáculo tão pobre para uma graça tão profunda. Mas, mesmo assim, aqui está você, osso dos meus ossos, carne da minha carne, diante de mim tão completamente diferente, mas tão completamente presente para mim. Tal jardim, confiado aos meus cuidados, me inspira e me incentiva. Eu quero viver para você, eu quero lutar por você e eu quero morrer por você.Você é linda. Você é a melhor ideia que Deus teve e é a coroa de Sua criação. E em Sua sabedoria, ele me deu o dom de ser capaz de reconhecer a sua beleza, de glorificá-Lo em sua beleza e de desejá-la para que eu possa lhe fazer reverência. Ele fez você tão desejável para mim e me deu o dom do desejo. Ele lhe fez infinitamente amável e me inspirou amor por você.
Entretanto, eu sou fraco. Acho difícil amar do jeito que eu desejo lhe amar: com o dom de mim mesmo com o qual fui chamado a lhe amar quando você me foi entregue. Eu estava intoxicado por um veneno. Este veneno distorce o que é bom em mim. Faz daquilo que eu mais desejo a própria coisa que eu acho tão difícil. A distorção deste veneno às vezes me faz esquecer o meu desejo de lhe amar, e então penso apenas em mim mesmo. Eu tentei tudo que conheço para superar essa doença que reside no meu coração, mas toda a força que me resta não foi suficiente para me levar à saúde.
Eu preciso de você. Porque Deus me deu a responsabilidade de cuidar de você, assim como Ele lhe deu a responsabilidade de cuidar de mim. Por favor, entenda que, no fundo do meu coração, tenho o desejo de honrar sua beleza. Mas entenda também a ferida no meu coração. Eu quero amá-la com pureza; eu quero aproximar-me de você com reverência. E eu preciso de sua ajuda. Ao respeitar minha fraqueza, você me faz forte para lhe amar. Ajude-me, protegendo o seu mistério. Não revele a sua beleza para mim à toa. Deixe-me buscá-la. Deixe-me desejá-la. Deixe-me ver o mistério do seu coração através do que eu não vejo de seu corpo.
Através de sua modéstia você me respeita e permite o meu presente de puro desejo; o meu dom de lutar por seu amor. Então eu sou capaz de respeitar e deleitar-me com o dom de sua beleza, de seu mistério. Uma mulher imodesta é como palha de fogo que proporciona muita emoção e atrai muita atenção por um breve momento. Mas uma mulher verdadeiramente modesta é como uma vela que, ao queimar, fornece uma luz e uma alegria que permanece.
Seja a luz da minha vida e da alegria do meu coração.Seu, no amor,
O Homem do Seu Coração._____________________________
Richard Budd graduou-se no Magdalen College em 2003 com um BA em Artes e obteve o Diploma Catequético Apostólico. De 2003 a 2005 lecionou a estudantes do ensino médio e fundamental em St. Thomas More Academy, uma pequena escola católica em Burton, MI. Ele vem estudando desde então no Seminário Maior do Sagrado Coração, em Detroit, MI e receberá um mestrado do Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimônio e Família, em maio de 2010. Ele vive em Washington, D.C. Traduzido de: http://tob.catholicexchange.com/2010/05/31/1991/

O que torna uma mulher elegante?

Artigo da Websérie “Coração de Mulher” do Play TV Canção Nova.

Ter bom gosto não é suficiente para vestir alguém de elegância.

Quem não gostaria de ter essa marca [elegância] na memória das pessoas quando estas pensassem em seu nome? Há quem se esgote ou mesmo se endivide para aparentar o que realmente está longe de ser. Sim, existem pessoas que vivem da imagem, pois o interior delas grita por vida, e vida verdadeira.

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Certa vez, ouvi, na TV, uma pergunta a uma conhecida consultora de moda do país: “Como reconhecer a diferença entre uma bolsa “de marca” e uma falsificada sendo usada por uma mulher?”. Ela, rapidamente, respondeu: “É só ver quem é a mulher que está usando a bolsa”. A resposta me fez rir, pois era óbvia demais, mas eu nunca tinha pensado assim. Interessante a resposta e certamente pode gerar outros questionamentos em nós mulheres, que prestamos atenção em cada centímetro quadrado umas nas outras.

Um mulher elegante não é somente aquela que se veste bem ou se porta refinadamente, que ostenta marcas de roupas caras, usa jóias exuberantes ou exóticas, bolsas caríssimas ou mesmo “sapatos de sola vermelha”. Uma mulher realmente elegante o é até de pijama preto com bolinhas amarelas! Pois elegância não se trata de uma expressão de percepção externa, exibição de conta bancária ou coisas do gênero, mas é uma questão de calibre da alma. Ter bom gosto não é suficiente para vestir alguém de elegância. Há algo mais…

A elegância revela-se na hora da tensão, da crise, do problema grave ou no momento exato em que tudo ao seu redor tenta distraí-la e fazer dela uma simples expressão patética ou histérica no meio de tantas que já se tornaram irritantemente triviais hoje em dia. (Quantos não dizem pelas costas: “Ah, você não viu nada! Ela é bem pior!”) Nas horas mais cruciais da vida é que podemos conhecer o coração de uma mulher, sua elegância e do que ela é capaz: da vida ou da morte, do sorriso ou do ódio, do punho fechado ou dos braços abertos, do amor ou do rancor. Tudo é uma questão de escolha, pois elegância é isso: escolher o melhor. Isso faz linda uma mulher.

A mulher elegante revela-se explicitamente em suas mais variadas escolhas, das mais simples às mais nobres, das mais discretas às mais comprometedoras, pois elegância também se vive no anonimato, no segredo, sem testemunhas ou plateia. A cada escolha feita por uma mulher sensata revela-se o motivo de amor de sua vida, o que realmente importa ao seu caminho, o que é relevante na construção da sua história e Quem ela ama acima de tudo e de todos.

Uma mulher de fé deve saber fazer boas escolhas. Por basear-se em seu relacionamento íntimo e responsável com Deus, ela “paga” um preço caro e silencioso por tudo o que ama de verdade. Pois escolher bem significa renunciar muita coisa para escolher sua “pérola”, o “fio de ouro” que conduz sua vida na direção certa. Por isso é tão importante que todas as mulheres se perguntem: “Quem amo de verdade? O que amo de verdade?”. A partir dessas respostas é que todas as escolhas ganham caminho reto e seguro, se ele for construído com fidelidade e palavra, pois elegância é uma expressão bela da fidelidade a si mesmo e a Deus. Sem ela não há elegância e sem elegância não há fidelidade. Uma não vive sem a outra. Toda mulher infiel, por mais bem vestida que esteja, não revela o perfume da elegância. Sua força é gasta em esconder-se e seu olhar deixa de brilhar na liberdade que Deus a fez.

Você é convidada a ser uma mulher de grandes escolhas. Escolhas tão nobres que poderão lhe custar o preço mais alto que uma mulher é capaz de pagar: o sofrimento secreto e sem reconhecimento. Toda mulher é capaz de portar em si um silêncio poderoso e fiel, viver uma redenção maravilhosa diante de si mesma, dos homens e de Deus. Uma mulher que sabe silenciar-se diante de suas escolhas mais exigentes, e por isso nobres à sua vida e sua alma, é uma mulher digna de respeito e gratidão. Essa é uma mulher digna de ser escolhida, amada, cortejada, esperada, respeitada e admirada, pois ela inspira generosidade.

Não tenha medo de tomar uma postura! Ninguém pode fazê-la sofrer a menos que você permita, e se existe a permissão, que seja com consciência de que um sofrimento com sentido torna-se um sacrifício oferecido, um perfume agradável a Deus e aos homens. O tamanho de seu sacrifício é o mesmo da árvore imensa de graças que você está plantando, cujos frutos virão com o tempo; por enquanto, são só sementes.

Somos chamadas a ser mulheres elegantes, de escolhas nobres e eternas. Não tenhamos medo de escolher bem, mesmo que seja para perder agora e ganhar depois. Isso sim é elegância. Isso sim é ser uma mulher de palavra.

Por Ziza Fernandes.
Ziza é cantora, compositora, musicoterapeuta, professora e mosaicista. Estudou piano por 12 anos no Conservatório Santa Cecília, Maringá – PR, aperfeiçoando-se com o professor Paulo Giovanini, na Universidade Estadual de Maringá.

Assista o vídeo dessa Websérie.

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O que os homens pensam sobre Modéstia.

 

 

Uma mulher não precisa pedir para ser amada!

Artigo da Websérie “Coração de Mulher” do Play TV Canção Nova.

Você não precisa pedir nem mendigar para ser amada, você merece ser amada pelo que é.

Todos nós, seres humanos, almejamos amar, ser amados e temos também a necessidade de ser aceitos. É intrínseco ao ser humano desejar a aprovação do outro, por isso a desaprovação e a rejeição nos causam tanto sofrimento. No entanto, é preciso que entendamos que as pessoas pensam de forma diferente e podem ter desejos opostos aos nossos, portanto, nem sempre seremos prioridade para aqueles que o são para nós. 
A luta de uma mulher sábia, virtuosa e consciente deve ser a de saber lidar com suas frustrações e, por mais doloroso que isso seja, aprender a superá-las.

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Quando uma relação a dois chega ao fim, e isso pode acontecer por inúmeros motivos, sem dúvida, o mais difícil é aceitar que a outra parte já não nutre por nós o mesmo sentimento de antes e, por inúmeras razões de foro íntimo, chega a conclusão de que não é mais ao nosso lado que deseja estar. Assim sendo, escolhe seguir sua vida por um outro caminho ou ainda ao lado de uma outra pessoa.

O sentimento de rejeição é sempre um dos mais dolorosos para o ser humano, pois todos queremos nos sentir aceitos e amados por aqueles a quem escolhemos amar. No entanto, não podemos nunca esquecer que amar é uma escolha, uma decisão unilateral, que fazemos sem ter garantias de que o outro fará a mesma opção por nós.

Portanto, podemos “escolher amar a alguém” sem ser correspondidos por este alguém. Precisamos ter claro que amar não é ter posse do outro; ao contrário, amar é querer o melhor para o outro e deixá-lo livre para fazer suas escolhas. Quem ama de verdade não deseja aprisionar o ser amado.

Por essa razão, quando isso acontecer, por mais que nos doa, não devemos nos expor nem nos humilhar. O amor não acontece por pedidos ou insistência, nem por pena. Declarações de amor, para alguém que já deixou claro que não corresponde a esse sentimento, são totalmente infundadas. Não vale a pena implorar amor; busque respeitar a si mesma, respeitando a vontade do outro. Cuide também para não entrar num movimento de se comparar aos outros e, em tudo o que for viver, procure dar sempre o seu melhor e permita ao outro seguir seu caminho.

Não deixe que isso a transforme numa mulher revoltada e de mal com a vida. Não é porque você não é amada como gostaria que vai deixar de se amar e amar a própria vida. Olhe-se por inteiro, busque a beleza que existe no fundo de seu ser e dê vazão aos seus bons sentimentos, mantendo-se bem consigo mesma, por mais que sua alma ainda sofra.

Saiba que você não é mercadoria para ser trocada! Por isso tome posse de si mesma, do seu valor e da sua dignidade como pessoa! Erga sua cabeça e siga em frente. Tenha em mente que decepções fazem parte da vida. Se você errou perdoe-se, se alguém errou com você use de misericórdia e deixe de alimentar desejos de vingança em seu coração.

É muito difícil sentir-se rejeitada pela pessoa a quem se ama, no entanto, pior é ficar esperando que isso mude, ou seja, que, por alguma razão, essa pessoa volte a gostar de você novamente. Pessoas que paralisam as próprias vidas – na esperança de transformar desprezo em amor – optam por ampliar seu sofrimento. O momento é de dar a volta por cima, não para mudar a opinião do outro ou das pessoas ao seu redor; mas essencialmente para você. Portanto, desvie sua atenção para outras coisas, tome um tempo para si mesma, para rezar, para estar com seus amigos e familiares, para se envolver em um novo projeto. 
Acima de tudo: ame-se e liberte o ser amado!

Você não é menos nem mais do que ninguém por ter passado por uma decepção amorosa. Olhe para frente e procure afastar todos os pensamentos negativos. Você não precisa pedir nem mendigar para ser amada, você merece ser amada pelo que é. O importante é ultrapassar essa fase com autoconfiança e seguir adiante na certeza de que ser feliz é uma decisão pessoal, e isso depende só de você.

E por mais que hoje você não entenda este abandono, não fique buscando explicações que só aumentarão sua dor. Siga sua vida com Deus e esteja aberta para que Ele a surpreenda novamente com Sua graça!

Por Judith Dipp.
Formada em Psicologia, Judith foi cofundadora da Comunidade de Aliança Mãe da Ternura e voluntária num Centro de Atendimento e Aconselhamento para Mulheres ( Montgomery County Counselling and Carreer Center), em Washington, nos Estados Unidos. Atualmente, é psicóloga da Escola Internacional Everest, do Lar Antônia e da Congregação dos Seminaristas Redentoristas, todos com sede em Curitiba (PR), cidade onde reside.

Assista ao vídeo dessa WebSérie:
http://play.cancaonova.com/play/webseries/coracao-de-mulher/uma-mulher-nao-precisa-pedir-para-ser-amada/ 

Veja também:

Sonhos e Planos de Deus para uma Mulher.

A ferida que há em mim.

 

Sonhos de Mulher

Artigo da Websérie “Coração de Mulher” do Play TV Canção Nova.

“Se os sonhos de uma mulher dependem de dinheiro é porque são muito baratos”.

Sempre ouvi dizer que quem sonha muito fica cada vez mais inteligente por alargar sua alma com criatividade e esperança. Os sonhos são muito significativos, não somente no processo de autoconhecimento do ser humano, por carregarem símbolos importantes para o entendimento do nosso processo de amadurecimento, como também por ser esse lugar tão importante da alma, onde projetamos a vida bem acordados, regando cada um desses sonhos com esforço, dedicação e muito suor.

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É preciso esperança e alegria para sonhar! Uma alma triste não sonha, pois os sonhos nos obrigam a avaliar a vida, a projetar os passos e também a fazer perguntas importantes a nós mesmos, perguntas que são fruto da certeza de que tudo pode ser ainda melhor. Quem sonha não se conforma, mas se transforma.

Como mulher, não sei se tenho sonhado “certo”, nem sequer sei se existe uma “fórmula de êxito” para se sonhar bem. Algumas mulheres que conheço, por medo do fracasso, nem sequer se atrevem a imaginar uma vida melhor. Já não sonham… Elas se conformam e seguem a vida assim, tornando-se feias e amargas. A feiura é decorrente da falta de brilho no olhar… E o segredo do bem sonhar não é o êxito em si, mas a transformação da alma que está a caminho de uma promessa.

O que consigo perceber nos passos do meu caminhar é que sonhar me aproxima muito de Deus e me faz ser movida pela esperança. Sonhar também me faz correr riscos que, sem Deus e sozinha, jamais teria a coragem de os enfrentar. Sonhar é bom, mas sonhar com Deus me faz muito mais forte! Sonhar com Deus faz toda a diferença! Implica docilidade aos sinais da vida e, ao mesmo tempo, o assumir real e concreto de todas as habilidades que conquistei na vida e que me foram dadas e abençoadas por Deus.

Quem sonha acordado não economiza esforço e seu alimento principal é a fidelidade, pois os sonhos dignos de um coração de mulher não se realizam da noite para o dia. Os sonhos de uma mulher de fé são como um castelo a ser construído com cada pedra que ela encontra em sua caminhada. Nesse processo, nenhuma pedra pode ser desperdiçada. Nenhum sofrimento é vão quando decidimos perseguir um sonho vivido com Deus. Uma estrada sem obstáculos é como uma comida sem tempero, um rosto sem sorriso, uma estrada sem caminhantes.

Em alguns momentos reconheço, com humildade, que vejo pedras no meu caminho, mas algumas destas fui eu mesma quem as coloquei nele ao minar meus sonhos pela desesperança, pela murmuração e pela falta de fé e disciplina. Em outros momentos, as pedras que encontro fazem parte das circunstâncias da minha vida e nelas a Providência Divina também se revela. Nos “nãos” que recebo, leio os sinais da vontade de Deus. É preciso docilidade na negação e também resiliência pelo tempo que for preciso, até que chegue o momento certo de cada coisa. E quando esse momento chega, nada segura a mão poderosa de Deus no destino esperançoso de uma mulher orante. Se ela ora, ela entende isso claramente e aceita tudo, pois sabe que ali o Senhor se revelou e a direcionou em seus sonhos mais secretos, ainda que demorem a se concretizar.

Meus sonhos de mulher têm asas e vejo que muitos deles estão se realizando. Já não estão instalados nas coisas a conquistar, nos projetos a ser desenvolvidos, nos lugares a conhecer; mas no meu jeito de viver e na mulher que desejo ser a cada dia. Os sonhos que povoam meu coração de mulher são específicos, raros, únicos. Já dizia um grande amigo que “se os sonhos de uma mulher dependem de dinheiro é porque são muito baratos”, porque o maior deles é interior: ser uma mulher nova e que se conquista a si mesma a cada dia!

Por isso pergunto a você, diante das pedras do seu caminho ou das montanhas que você ainda tem de enfrentar: quais são os sonhos mais nobres que poderiam povoar o seu coração de mulher?

Ter coragem de sonhar e documentar os meus sonhos, assumi-los e lutar por eles, é o convite que ouço em meu interior feminino. Esse é o sonho da minha vida: ser uma mulher melhor a cada minuto que se passa.

Não tenha medo de ser ridicularizada por ser uma mulher sonhadora ou mesmo por ter um grande projeto na vida. Guarde essa frase de Santa Teresa em seu coração feminino: “Deus me faz desejar tudo o que Ele sempre quis me dar”. Faça como a Palavra de Deus nos convida em Habacuc 2: olhe adiante, tenha uma visão do seu futuro, assuma o seu presente e perdoe a si mesma e a tantos pelo seu passado; escreva cada um dos seus sonhos, os mais secretos do seu coração, da sua alma feminina. E documente-os! Não tenha medo da sua idade, das suas circunstâncias ou mesmo do seu pouco tempo. Apenas acredite que Deus a vê e Ele mesmo a convida. Espere e, se demorar, não desista!

Quando uma mulher sonha sozinha, ela pode ser muito decepcionada. Ao passo que, ao orar e sonhar com Deus, ela será muito surpreendida, pois ela será movida por uma esperança cega. Quando uma mulher realmente confia em Deus, ela está sendo preparada para ouvir tanto um “sim” como um “não”. E seja numa resposta positiva ou seja negativa diante de um sonho documentado com esperança, ela será feliz por confiar sua vida inteiramente a Deus.

Sonhando, uma mulher de fé é movida pela esperança; e sendo movida pela esperança ela fica muito mais bonita! Pois essa é a verdadeira beleza: ter uma alma cheia de esperança que se esparrama pelo rosto…

Ziza Fernandes.
Ziza é cantora, compositora, musicoterapeuta, professora e mosaicista. Estudou piano por 12 anos no Conservatório Santa Cecília, Maringá – PR, aperfeiçoando-se com o professor Paulo Giovanini, na Universidade Estadual de Maringá.

Acesse o vídeo dessa WebSérie.

Como se vestir bem?

Precisamos nos vestir bem, mas não podemos ser ocasião de pecado para os outros.

Por Fernanda Soares - Missionária da Canção Nova. Extraído do site http://formacao.cancaonova.com/afetividade-e-sexualidade/castidade/como-se-vestir-bem/

Falar de roupa é algo delicado, pois não existe uma fórmula e muito menos um padrão para dizer o que é certo e o que é errado. Na verdade, acredito que existem meios para nos vestirmos segundo aquilo que desejamos expressar. Ou seja, a roupa diz do meu ser, do que gosto, daquilo em que acredito e até mesmo da minha fé. O formato do corpo da mulher chama a atenção por si só, portanto, a roupa favorecerá ou a modéstia ou a sensualidade que ela quer passar. Se você é cristã e deseja ser vista como uma filha de Deus e respeitada por sua beleza, esse artigo é para você.

A mulher precisa cultivar a virtude da modéstia, que está dentro das quatro virtudes humanas: prudência, temperança, justiça e fortaleza. A modéstia se encaixa dentro da virtude da temperança. A mulher modesta é aquela que se veste com elegância, beleza e feminilidade.

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Precisamos nos vestir bem, mas não podemos ser ocasião de pecado para os outros. É preciso se perguntar: “Essa roupa que eu visto leva o outro a me ver como um objeto sexual?”. Não é uma questão de dizer que o homem é sem vergonha, pois, se a mulher faz questão de exibir certas partes do seu corpo provocando-o, é obvio que isso despertará a sensualidade e desejos eróticos nele. Roupas curtas, calça colada, blusas decotadas e minissaias provocarão a imaginação do homem e não o ajudarão a viver a pureza e a santidade. Portanto, é questão de consciência e não de regras.

Como missionária e apresentadora de programas na TV Canção Nova, vivo o desafio de me vestir de acordo com a minha missão. Na televisão de formato plasma eu fico esticada, mais gordinha e alta. As minhas calças mostram-se de uma forma que ‘ao vivo’ elas não estão. Por essa razão, eu escolhi comprar uma calça de numeração maior do que a minha. Não estou dizendo para você fazer o mesmo, estou apenas descrevendo uma situação concreta que vivo e a decisão que tomei.

“O vosso adorno não consista em coisas externas, tais como cabelos trançados, jóias de ouro, vestido luxuosos, mas na personalidade que se esconde no vosso coração, marcada pela estabilidade de um espírito suave e sereno, coisa preciosa diante de Deus” (I Pedro 3,3-4). 

Pense nisso! É a sua personalidade, o seu jeito de ser e seus valores que farão de você uma mulher bela e de valor. Por isso, peça a ajuda da Virgem Maria para se vestir de acordo com o plano original de Deus para você. Estou nessa luta e me uno a você que deseja ser uma mulher segundo o coração de Deus!

 

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O que me vem à mente quando escolho uma roupa para vestir? Antes: o que está nos meus pensamentos quando estou numa loja vendo os manequins, as gôndolas de vestuários, aqueles cabides todos com uma imensa variedade de modelos, cores e tamanhos?

Além do cruel “será que vai caber?”, geralmente pensamos nas impressões que vamos causar vestindo aquele modelo; vamos ao espelho e buscamos olhar o que os outros verão quando estivermos com aquela roupa.

E agora, a provocação: a roupa mostra mais do que esconde? E se esconde, o que deveria esconder? Por quê?

Essa reflexão é para nós, mulherada! Para responder essas perguntas, precisamos olhar para dentro e levar esses questionamentos à luz da nossa afetividade. Afinal, quantas vezes não recorremos ao apelo de expor algumas partes do nosso exterior pela falta de olhares de outros em direção ao nosso interior? Os lugares internos inabitados podem nos lançar na busca dos que irão apreciar curvas e pele que não estão preparadas para receber os olhos igualmente despreparados.

A questão aqui é mais profunda, percebe? Preciso saber se a beleza de dentro supera a de fora e se, com minhas atitudes, sou capaz de convidar outros a transitar o jardim que sou eu; devo saber treinar os olhares e a sede de beleza que todos temos.

Sabe a frase “o essencial é invisível aos olhos”? O que vestimos fala disso! E é tão lindo descobrir essa via de dentro! Se, no entanto, faço o apelo para que os olhos se voltem apenas para o exterior, então entendo que o mais importante é, na verdade, o mais pobre.

Não que o corpo não seja imensamente valoroso, cheio de riquezas e belezas insondáveis. Não! Não é isso! Pelo contrário: é tão precioso que não pode ser banalmente exposto. Assim como guardam grandes tesouros em cofres seguros, assim como as maiores obras de arte estão protegidas nos grandes museus, devo também considerar a mim. E como os outros têm acesso a quem sou? Através do meu corpo, que é sacrário que guarda a grande preciosidade do meu ser.

Imagine um belíssimo museu todo cercado de ouro, pedras preciosas e com suas portas trancadas. Além de ser presa fácil de bandidos, perde a sua função de fornecer um bem para a humanidade, não dando acesso às obras de arte que guarda. As portas trancadas não revelam o tesouro aos outros e tudo será perdido! Essa analogia leva à seguinte reflexão: meu corpo exposto fecha as portas para o valor de dentro.

Por outro lado, se as portas estiverem abertas para que qualquer um entre e pegue o quanto quiser, o museu, em pouco tempo, se tornará um lugar vazio e sem valor. Só nós temos a chave!

Assim, devo ter consciência que uma postura modesta abre o caminho para o que realmente interessa. Restringindo a quantidade de curvas que irei deixar à mostra com minha vestimenta, abro as portas para que as riquezas da alma se manifestem e guiem pelos caminhos corretos as curiosidades de fora.

 

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Lembram meninas? Esconde-esconde era uma das brincadeiras mais divertidas da infância! Enquanto alguém contava até 50 (sendo que, depois do 30, contava-se t-1, t-2, t-3…), íamos rápida e silenciosamente nos esconder nos lugares mais secretos e improváveis. No esquema de “cada um por si”, as crianças eram criativas e inovadoras nessa arte de esconder-se. Terminada a contagem, o esperado “CINQUENTA! LÁ VOU EU!” indicava o início de um momento que misturava espera e esperteza. Era preciso espiar o mais discretamente possível para ver se o “pegador” estava se aproximando; todo o silêncio era pouco e a ansiedade dava a sensação de que algo estava por acontecer. Era desafiador!

Uma das regras primordiais consistia em saber o momento certo de se revelar. Eu poderia ser visto, caso não espiasse discretamente ou se fizesse algum barulho; se saísse do meu lugar antes do tempo, o “pegador” poderia chegar ao “piques” antes de mim. Um misto de expectativa, ansiedade e uma saudável convivência preenchiam os espaços do tempo livre que tínhamos.

O que a aurora da nossa vida pode nos ensinar sobre modéstia e relacionamentos amorosos? Vamos lá! Sendo você a garota que está escondida e ele o rapaz que está à sua procura, coloque-se na pele do “pegador” (trocadilho infeliz, esse!) dessa brincadeira. A função dele é buscar os meios de te encontrar, sabendo ele previamente que você está escondida. Ou seja: no caso de você se revelar logo no início, o jogo acaba. É praticamente um w.o… ele não precisou fazer nada. Supondo então, que tudo está dentro da normalidade, ele passa a te buscar nos lugares onde possivelmente você estará e, enquanto te busca, vai descobrindo coisas a seu respeito.

O rapaz se dirige até um lugar escuro, isolado e descobre que você não está lá; é evidente que a prudência é um traço dessa moça. Hum… bom! Mais adiante, tenta ver se estás escondida atrás do carro. Não! Muito óbvio. Essa menina é inteligente. Dá uma olhada ao redor pra ver alguma pista sua e nada. Nem uma espiadinha, nenhum barulho que indique sua localização. O coração do cara acelera enquanto busca te encontrar, imaginando o que você pensa, sente, quais são suas ideias e o que o está levando a te buscar com tamanha alegria.

Mais pistas suas estão sendo reveladas aos poucos. Além de esperta e prudente, essa garota é criativa para se esconder em um lugar que ainda não imaginei; ela possui autodomínio, pois não deixa escapar nenhum som de passos ou uma respiração mais profunda… é segura essa mulher, que não apressa o tempo e permanece onde deve estar para que eu vá ao seu encontro.

As coisas estão clareando, certo? Mas isso não é um jogo ou uma dica de como conquistar aquele gatinho. Não! Estamos falando das características humanas e de como as coisas funcionam entre homem e mulher.

Temos uma natureza que nos compõe e diferencia, e isso diz muito sobre o sentido da nossa vida, o que somos e o que revelamos. Trazendo para o concreto: a natureza masculina pede por desafios e situações que testem suas potencialidades, suas capacidades de superação. Já o feminino, traz na beleza as portas para o significado das coisas, a mulher carrega em si a marca do profundo, da vida, do eterno. Tanto homem como mulher carregam em si o masculino e o feminino, o anima e o animus (Jung), em quantidades proporcionais ao seu sexo.

Assim, a mulher que tem uma necessidade de se expor além dos limites da modéstia, coloca a si mesmo em uma situação de risco e pouco confortável, minando no homem a possibilidade de descobrir quem realmente ela é. Com uma tendência mais voltada para o externo, para a forma e providencialmente com um senso de atração para o corpo feminino, o homem pode se perder nos seus contornos sem ter o incentivo por procurar seu interior.

Quais os caminhos? Sem dúvida um bom autoconhecimento e cura interior te ajudarão a não vestir-se de modo a buscar de qualquer maneira os olhares dos outros. Não precisamos ser desejadas e aprovadas pelo nosso belo corpo… ele deve ser sinal! Deve conduzir para os jardins que tenho cultivado entre risos e lágrimas, com perdas e vitórias; minhas flores e pedras não são território baldio, sem dono. Não é qualquer um que entra e pisa nas plantas ou arruma as pedras da trilha.

Escondida estou, mas não esquecida. Escondida para ser buscada e encontrada por quem merecer adentrar o território sagrado que construí ao longo dos meus anos. Mais: estou guardada em um local onde o acesso não é simples, como numa brincadeira de esconde-esconde. Mas há uma garantia: sei do meu valor e sei que vale a pena! O tesouro aqui de dentro é maior que eu.

 

O coração de uma mulher deve ser tão próximo de Deus que um homem precisa
persegui-Lo para encontrá-la.
” ― C. S. Lewis.

 

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