Do Coração de cada Homem para o Coração de cada Mulher

Minha querida,

Misterioso. Misterioso é o meu amor por você. De onde veio? Como ele surgiu? De onde ele recebe esse poder que tem sobre mim? Eu não posso explicar, eu não o esperava e ele não vem de mim. Meu amor por você causa tantas coisas em mim. Ele me causa confusão e dor, e me causa alegria eufórica e paz profunda, porém o mais importante, ele faz surgir a minha mais profunda admiração e respeito.
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Como é apropriado que meu amor por você exija tal caráter, porque assim ele se assemelha mais a você. Deus achou por bem entregar a profundidade do seu mistério aos meus cuidados; para protegê-lo e reverenciá-lo. Eu não posso explicar porquê, eu não mereci ganhar tal presente, eu sou um receptáculo tão pobre para uma graça tão profunda. Mas, mesmo assim, aqui está você, osso dos meus ossos, carne da minha carne, diante de mim tão completamente diferente, mas tão completamente presente para mim. Tal jardim, confiado aos meus cuidados, me inspira e me incentiva. Eu quero viver para você, eu quero lutar por você e eu quero morrer por você.Você é linda. Você é a melhor ideia que Deus teve e é a coroa de Sua criação. E em Sua sabedoria, ele me deu o dom de ser capaz de reconhecer a sua beleza, de glorificá-Lo em sua beleza e de desejá-la para que eu possa lhe fazer reverência. Ele fez você tão desejável para mim e me deu o dom do desejo. Ele lhe fez infinitamente amável e me inspirou amor por você.
Entretanto, eu sou fraco. Acho difícil amar do jeito que eu desejo lhe amar: com o dom de mim mesmo com o qual fui chamado a lhe amar quando você me foi entregue. Eu estava intoxicado por um veneno. Este veneno distorce o que é bom em mim. Faz daquilo que eu mais desejo a própria coisa que eu acho tão difícil. A distorção deste veneno às vezes me faz esquecer o meu desejo de lhe amar, e então penso apenas em mim mesmo. Eu tentei tudo que conheço para superar essa doença que reside no meu coração, mas toda a força que me resta não foi suficiente para me levar à saúde.
Eu preciso de você. Porque Deus me deu a responsabilidade de cuidar de você, assim como Ele lhe deu a responsabilidade de cuidar de mim. Por favor, entenda que, no fundo do meu coração, tenho o desejo de honrar sua beleza. Mas entenda também a ferida no meu coração. Eu quero amá-la com pureza; eu quero aproximar-me de você com reverência. E eu preciso de sua ajuda. Ao respeitar minha fraqueza, você me faz forte para lhe amar. Ajude-me, protegendo o seu mistério. Não revele a sua beleza para mim à toa. Deixe-me buscá-la. Deixe-me desejá-la. Deixe-me ver o mistério do seu coração através do que eu não vejo de seu corpo.
Através de sua modéstia você me respeita e permite o meu presente de puro desejo; o meu dom de lutar por seu amor. Então eu sou capaz de respeitar e deleitar-me com o dom de sua beleza, de seu mistério. Uma mulher imodesta é como palha de fogo que proporciona muita emoção e atrai muita atenção por um breve momento. Mas uma mulher verdadeiramente modesta é como uma vela que, ao queimar, fornece uma luz e uma alegria que permanece.
Seja a luz da minha vida e da alegria do meu coração.Seu, no amor,
O Homem do Seu Coração._____________________________
Richard Budd graduou-se no Magdalen College em 2003 com um BA em Artes e obteve o Diploma Catequético Apostólico. De 2003 a 2005 lecionou a estudantes do ensino médio e fundamental em St. Thomas More Academy, uma pequena escola católica em Burton, MI. Ele vem estudando desde então no Seminário Maior do Sagrado Coração, em Detroit, MI e receberá um mestrado do Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimônio e Família, em maio de 2010. Ele vive em Washington, D.C. Traduzido de: http://tob.catholicexchange.com/2010/05/31/1991/

O que torna uma mulher elegante?

Artigo da Websérie “Coração de Mulher” do Play TV Canção Nova.

Ter bom gosto não é suficiente para vestir alguém de elegância.

Quem não gostaria de ter essa marca [elegância] na memória das pessoas quando estas pensassem em seu nome? Há quem se esgote ou mesmo se endivide para aparentar o que realmente está longe de ser. Sim, existem pessoas que vivem da imagem, pois o interior delas grita por vida, e vida verdadeira.

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Certa vez, ouvi, na TV, uma pergunta a uma conhecida consultora de moda do país: “Como reconhecer a diferença entre uma bolsa “de marca” e uma falsificada sendo usada por uma mulher?”. Ela, rapidamente, respondeu: “É só ver quem é a mulher que está usando a bolsa”. A resposta me fez rir, pois era óbvia demais, mas eu nunca tinha pensado assim. Interessante a resposta e certamente pode gerar outros questionamentos em nós mulheres, que prestamos atenção em cada centímetro quadrado umas nas outras.

Um mulher elegante não é somente aquela que se veste bem ou se porta refinadamente, que ostenta marcas de roupas caras, usa jóias exuberantes ou exóticas, bolsas caríssimas ou mesmo “sapatos de sola vermelha”. Uma mulher realmente elegante o é até de pijama preto com bolinhas amarelas! Pois elegância não se trata de uma expressão de percepção externa, exibição de conta bancária ou coisas do gênero, mas é uma questão de calibre da alma. Ter bom gosto não é suficiente para vestir alguém de elegância. Há algo mais…

A elegância revela-se na hora da tensão, da crise, do problema grave ou no momento exato em que tudo ao seu redor tenta distraí-la e fazer dela uma simples expressão patética ou histérica no meio de tantas que já se tornaram irritantemente triviais hoje em dia. (Quantos não dizem pelas costas: “Ah, você não viu nada! Ela é bem pior!”) Nas horas mais cruciais da vida é que podemos conhecer o coração de uma mulher, sua elegância e do que ela é capaz: da vida ou da morte, do sorriso ou do ódio, do punho fechado ou dos braços abertos, do amor ou do rancor. Tudo é uma questão de escolha, pois elegância é isso: escolher o melhor. Isso faz linda uma mulher.

A mulher elegante revela-se explicitamente em suas mais variadas escolhas, das mais simples às mais nobres, das mais discretas às mais comprometedoras, pois elegância também se vive no anonimato, no segredo, sem testemunhas ou plateia. A cada escolha feita por uma mulher sensata revela-se o motivo de amor de sua vida, o que realmente importa ao seu caminho, o que é relevante na construção da sua história e Quem ela ama acima de tudo e de todos.

Uma mulher de fé deve saber fazer boas escolhas. Por basear-se em seu relacionamento íntimo e responsável com Deus, ela “paga” um preço caro e silencioso por tudo o que ama de verdade. Pois escolher bem significa renunciar muita coisa para escolher sua “pérola”, o “fio de ouro” que conduz sua vida na direção certa. Por isso é tão importante que todas as mulheres se perguntem: “Quem amo de verdade? O que amo de verdade?”. A partir dessas respostas é que todas as escolhas ganham caminho reto e seguro, se ele for construído com fidelidade e palavra, pois elegância é uma expressão bela da fidelidade a si mesmo e a Deus. Sem ela não há elegância e sem elegância não há fidelidade. Uma não vive sem a outra. Toda mulher infiel, por mais bem vestida que esteja, não revela o perfume da elegância. Sua força é gasta em esconder-se e seu olhar deixa de brilhar na liberdade que Deus a fez.

Você é convidada a ser uma mulher de grandes escolhas. Escolhas tão nobres que poderão lhe custar o preço mais alto que uma mulher é capaz de pagar: o sofrimento secreto e sem reconhecimento. Toda mulher é capaz de portar em si um silêncio poderoso e fiel, viver uma redenção maravilhosa diante de si mesma, dos homens e de Deus. Uma mulher que sabe silenciar-se diante de suas escolhas mais exigentes, e por isso nobres à sua vida e sua alma, é uma mulher digna de respeito e gratidão. Essa é uma mulher digna de ser escolhida, amada, cortejada, esperada, respeitada e admirada, pois ela inspira generosidade.

Não tenha medo de tomar uma postura! Ninguém pode fazê-la sofrer a menos que você permita, e se existe a permissão, que seja com consciência de que um sofrimento com sentido torna-se um sacrifício oferecido, um perfume agradável a Deus e aos homens. O tamanho de seu sacrifício é o mesmo da árvore imensa de graças que você está plantando, cujos frutos virão com o tempo; por enquanto, são só sementes.

Somos chamadas a ser mulheres elegantes, de escolhas nobres e eternas. Não tenhamos medo de escolher bem, mesmo que seja para perder agora e ganhar depois. Isso sim é elegância. Isso sim é ser uma mulher de palavra.

Por Ziza Fernandes.
Ziza é cantora, compositora, musicoterapeuta, professora e mosaicista. Estudou piano por 12 anos no Conservatório Santa Cecília, Maringá – PR, aperfeiçoando-se com o professor Paulo Giovanini, na Universidade Estadual de Maringá.

Assista o vídeo dessa Websérie.

Leia também:

Como se vestir bem?

O que os homens pensam sobre Modéstia.

 

 

Uma mulher não precisa pedir para ser amada!

Artigo da Websérie “Coração de Mulher” do Play TV Canção Nova.

Você não precisa pedir nem mendigar para ser amada, você merece ser amada pelo que é.

Todos nós, seres humanos, almejamos amar, ser amados e temos também a necessidade de ser aceitos. É intrínseco ao ser humano desejar a aprovação do outro, por isso a desaprovação e a rejeição nos causam tanto sofrimento. No entanto, é preciso que entendamos que as pessoas pensam de forma diferente e podem ter desejos opostos aos nossos, portanto, nem sempre seremos prioridade para aqueles que o são para nós. 
A luta de uma mulher sábia, virtuosa e consciente deve ser a de saber lidar com suas frustrações e, por mais doloroso que isso seja, aprender a superá-las.

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Quando uma relação a dois chega ao fim, e isso pode acontecer por inúmeros motivos, sem dúvida, o mais difícil é aceitar que a outra parte já não nutre por nós o mesmo sentimento de antes e, por inúmeras razões de foro íntimo, chega a conclusão de que não é mais ao nosso lado que deseja estar. Assim sendo, escolhe seguir sua vida por um outro caminho ou ainda ao lado de uma outra pessoa.

O sentimento de rejeição é sempre um dos mais dolorosos para o ser humano, pois todos queremos nos sentir aceitos e amados por aqueles a quem escolhemos amar. No entanto, não podemos nunca esquecer que amar é uma escolha, uma decisão unilateral, que fazemos sem ter garantias de que o outro fará a mesma opção por nós.

Portanto, podemos “escolher amar a alguém” sem ser correspondidos por este alguém. Precisamos ter claro que amar não é ter posse do outro; ao contrário, amar é querer o melhor para o outro e deixá-lo livre para fazer suas escolhas. Quem ama de verdade não deseja aprisionar o ser amado.

Por essa razão, quando isso acontecer, por mais que nos doa, não devemos nos expor nem nos humilhar. O amor não acontece por pedidos ou insistência, nem por pena. Declarações de amor, para alguém que já deixou claro que não corresponde a esse sentimento, são totalmente infundadas. Não vale a pena implorar amor; busque respeitar a si mesma, respeitando a vontade do outro. Cuide também para não entrar num movimento de se comparar aos outros e, em tudo o que for viver, procure dar sempre o seu melhor e permita ao outro seguir seu caminho.

Não deixe que isso a transforme numa mulher revoltada e de mal com a vida. Não é porque você não é amada como gostaria que vai deixar de se amar e amar a própria vida. Olhe-se por inteiro, busque a beleza que existe no fundo de seu ser e dê vazão aos seus bons sentimentos, mantendo-se bem consigo mesma, por mais que sua alma ainda sofra.

Saiba que você não é mercadoria para ser trocada! Por isso tome posse de si mesma, do seu valor e da sua dignidade como pessoa! Erga sua cabeça e siga em frente. Tenha em mente que decepções fazem parte da vida. Se você errou perdoe-se, se alguém errou com você use de misericórdia e deixe de alimentar desejos de vingança em seu coração.

É muito difícil sentir-se rejeitada pela pessoa a quem se ama, no entanto, pior é ficar esperando que isso mude, ou seja, que, por alguma razão, essa pessoa volte a gostar de você novamente. Pessoas que paralisam as próprias vidas – na esperança de transformar desprezo em amor – optam por ampliar seu sofrimento. O momento é de dar a volta por cima, não para mudar a opinião do outro ou das pessoas ao seu redor; mas essencialmente para você. Portanto, desvie sua atenção para outras coisas, tome um tempo para si mesma, para rezar, para estar com seus amigos e familiares, para se envolver em um novo projeto. 
Acima de tudo: ame-se e liberte o ser amado!

Você não é menos nem mais do que ninguém por ter passado por uma decepção amorosa. Olhe para frente e procure afastar todos os pensamentos negativos. Você não precisa pedir nem mendigar para ser amada, você merece ser amada pelo que é. O importante é ultrapassar essa fase com autoconfiança e seguir adiante na certeza de que ser feliz é uma decisão pessoal, e isso depende só de você.

E por mais que hoje você não entenda este abandono, não fique buscando explicações que só aumentarão sua dor. Siga sua vida com Deus e esteja aberta para que Ele a surpreenda novamente com Sua graça!

Por Judith Dipp.
Formada em Psicologia, Judith foi cofundadora da Comunidade de Aliança Mãe da Ternura e voluntária num Centro de Atendimento e Aconselhamento para Mulheres ( Montgomery County Counselling and Carreer Center), em Washington, nos Estados Unidos. Atualmente, é psicóloga da Escola Internacional Everest, do Lar Antônia e da Congregação dos Seminaristas Redentoristas, todos com sede em Curitiba (PR), cidade onde reside.

Assista ao vídeo dessa WebSérie:
http://play.cancaonova.com/play/webseries/coracao-de-mulher/uma-mulher-nao-precisa-pedir-para-ser-amada/ 

Veja também:

Sonhos e Planos de Deus para uma Mulher.

A ferida que há em mim.

 

Sonhos de Mulher

Artigo da Websérie “Coração de Mulher” do Play TV Canção Nova.

“Se os sonhos de uma mulher dependem de dinheiro é porque são muito baratos”.

Sempre ouvi dizer que quem sonha muito fica cada vez mais inteligente por alargar sua alma com criatividade e esperança. Os sonhos são muito significativos, não somente no processo de autoconhecimento do ser humano, por carregarem símbolos importantes para o entendimento do nosso processo de amadurecimento, como também por ser esse lugar tão importante da alma, onde projetamos a vida bem acordados, regando cada um desses sonhos com esforço, dedicação e muito suor.

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É preciso esperança e alegria para sonhar! Uma alma triste não sonha, pois os sonhos nos obrigam a avaliar a vida, a projetar os passos e também a fazer perguntas importantes a nós mesmos, perguntas que são fruto da certeza de que tudo pode ser ainda melhor. Quem sonha não se conforma, mas se transforma.

Como mulher, não sei se tenho sonhado “certo”, nem sequer sei se existe uma “fórmula de êxito” para se sonhar bem. Algumas mulheres que conheço, por medo do fracasso, nem sequer se atrevem a imaginar uma vida melhor. Já não sonham… Elas se conformam e seguem a vida assim, tornando-se feias e amargas. A feiura é decorrente da falta de brilho no olhar… E o segredo do bem sonhar não é o êxito em si, mas a transformação da alma que está a caminho de uma promessa.

O que consigo perceber nos passos do meu caminhar é que sonhar me aproxima muito de Deus e me faz ser movida pela esperança. Sonhar também me faz correr riscos que, sem Deus e sozinha, jamais teria a coragem de os enfrentar. Sonhar é bom, mas sonhar com Deus me faz muito mais forte! Sonhar com Deus faz toda a diferença! Implica docilidade aos sinais da vida e, ao mesmo tempo, o assumir real e concreto de todas as habilidades que conquistei na vida e que me foram dadas e abençoadas por Deus.

Quem sonha acordado não economiza esforço e seu alimento principal é a fidelidade, pois os sonhos dignos de um coração de mulher não se realizam da noite para o dia. Os sonhos de uma mulher de fé são como um castelo a ser construído com cada pedra que ela encontra em sua caminhada. Nesse processo, nenhuma pedra pode ser desperdiçada. Nenhum sofrimento é vão quando decidimos perseguir um sonho vivido com Deus. Uma estrada sem obstáculos é como uma comida sem tempero, um rosto sem sorriso, uma estrada sem caminhantes.

Em alguns momentos reconheço, com humildade, que vejo pedras no meu caminho, mas algumas destas fui eu mesma quem as coloquei nele ao minar meus sonhos pela desesperança, pela murmuração e pela falta de fé e disciplina. Em outros momentos, as pedras que encontro fazem parte das circunstâncias da minha vida e nelas a Providência Divina também se revela. Nos “nãos” que recebo, leio os sinais da vontade de Deus. É preciso docilidade na negação e também resiliência pelo tempo que for preciso, até que chegue o momento certo de cada coisa. E quando esse momento chega, nada segura a mão poderosa de Deus no destino esperançoso de uma mulher orante. Se ela ora, ela entende isso claramente e aceita tudo, pois sabe que ali o Senhor se revelou e a direcionou em seus sonhos mais secretos, ainda que demorem a se concretizar.

Meus sonhos de mulher têm asas e vejo que muitos deles estão se realizando. Já não estão instalados nas coisas a conquistar, nos projetos a ser desenvolvidos, nos lugares a conhecer; mas no meu jeito de viver e na mulher que desejo ser a cada dia. Os sonhos que povoam meu coração de mulher são específicos, raros, únicos. Já dizia um grande amigo que “se os sonhos de uma mulher dependem de dinheiro é porque são muito baratos”, porque o maior deles é interior: ser uma mulher nova e que se conquista a si mesma a cada dia!

Por isso pergunto a você, diante das pedras do seu caminho ou das montanhas que você ainda tem de enfrentar: quais são os sonhos mais nobres que poderiam povoar o seu coração de mulher?

Ter coragem de sonhar e documentar os meus sonhos, assumi-los e lutar por eles, é o convite que ouço em meu interior feminino. Esse é o sonho da minha vida: ser uma mulher melhor a cada minuto que se passa.

Não tenha medo de ser ridicularizada por ser uma mulher sonhadora ou mesmo por ter um grande projeto na vida. Guarde essa frase de Santa Teresa em seu coração feminino: “Deus me faz desejar tudo o que Ele sempre quis me dar”. Faça como a Palavra de Deus nos convida em Habacuc 2: olhe adiante, tenha uma visão do seu futuro, assuma o seu presente e perdoe a si mesma e a tantos pelo seu passado; escreva cada um dos seus sonhos, os mais secretos do seu coração, da sua alma feminina. E documente-os! Não tenha medo da sua idade, das suas circunstâncias ou mesmo do seu pouco tempo. Apenas acredite que Deus a vê e Ele mesmo a convida. Espere e, se demorar, não desista!

Quando uma mulher sonha sozinha, ela pode ser muito decepcionada. Ao passo que, ao orar e sonhar com Deus, ela será muito surpreendida, pois ela será movida por uma esperança cega. Quando uma mulher realmente confia em Deus, ela está sendo preparada para ouvir tanto um “sim” como um “não”. E seja numa resposta positiva ou seja negativa diante de um sonho documentado com esperança, ela será feliz por confiar sua vida inteiramente a Deus.

Sonhando, uma mulher de fé é movida pela esperança; e sendo movida pela esperança ela fica muito mais bonita! Pois essa é a verdadeira beleza: ter uma alma cheia de esperança que se esparrama pelo rosto…

Ziza Fernandes.
Ziza é cantora, compositora, musicoterapeuta, professora e mosaicista. Estudou piano por 12 anos no Conservatório Santa Cecília, Maringá – PR, aperfeiçoando-se com o professor Paulo Giovanini, na Universidade Estadual de Maringá.

Acesse o vídeo dessa WebSérie.

Não Feliz, Mas Santo

Por Milena Carbonari Krachevski.

“O casamento não serve para te fazer feliz, mas para te fazer santo”.

Acabei de ouvir essa frase de Jackie François em um vídeo que ela deixou no Youtube falando sobre a beleza de viver bem a “solteirice” – ou o tempo de espera, se preferir. E isso me remeteu imediatamente a um lindo evento que ocorreu recentemente no nosso Grupo de Jovens (os Jovens Sarados): Pedro pediu Juliana em casamento!

Foi realmente um acontecimento, um grande evento para todos nós. Imagine a cena: na segunda-feira, o Pedro montou um grupo no WhatsApp com vários amigos pedindo para que enviássemos mensagens de amor para a Juliana sem explicar muito sobre o que se tratava. Caso ela perguntasse, deveríamos dizer que se tratava da “Semana do Amor”.

Depois de três dias recebendo essas mensagens, numa bela noite de quarta-feira Pedro leva Juliana para uma praça no centro de São Paulo, onde deixou todas as mensagens de amor que mandamos para ela penduradas em uma árvore. Enquanto lia as mensagens, a cena começa a se compor com mais alguns amigos: uma que canta “Can You Feel The Love Tonight” enquanto há um violão e um saxofone na mesma melodia. Cenário per-fei-to!

Juliana recebe um buquê de flores enquanto Pedro declara seu amor por ela e o seu desejo de, eternamente, unir-se à sua amada. Ele ajoelha-se. Segura uma caixinha com a aliança que escolhera para selar esse momento e pergunta: “Juliana, você quer casar comigo?”. Ah, que emoção! Mesmo depois de ter contado essa história para muitas pessoas, ainda me emociono!

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Por detrás dessa maravilhosa história de amor, o que talvez você não saiba é que Juliana e Pedro foram amigos por 2 anos e 6 meses antes de iniciarem o namoro; namoraram por 3 anos antes do noivado e casarão em 2016… tudo isso vivendo em castidade.

Não sem lutas, não sem dor e tentações, esse casal grita aos quatro cantos do mundo, sem dizer uma única palavra, como é belo viver dentro dos planos de Deus. Com olhares, sorrisos e gestos largos de jovens em plena energia, esse casal testemunha uma vida íntegra e cheia de belezas… eles têm um olhar diferente, um brilho próprio, sabe? Transmitem uma liberdade que não é deste mundo. Sim, eles são livres. E muito! Porque souberam primeiro possuírem-se a si mesmos para chegarem inteiros ao dia de se doarem totalmente.

A castidade não limita nossas potencialidades, ela não apaga os anseios do nosso corpo. Pelo contrário: ensina o casto a conhecer-se verdadeiramente, possuir-me em profundidade para poder dar-se sem receio ou restrição ao outro e aos outros. Quando temos um casal, um jovem, um idoso casto dentro de uma comunidade, todos são beneficiados com o dom de um amor livre e inteiro.

E nesse ponto, tocamos no profundo significado da nossa existência: o amor! Nosso corpo fala disso, a forma como Deus nos fez diz em claro e bom som: você nasceu para o outro. A castidade é essa flor no deserto que explica sem palavras que o nosso ser foi feito para o amor ordenado, livre, inteiro.

Quando não vivo essa castidade estou negando o significado do meu corpo e da minha própria existência. Passo a viver em função das minhas vontades satisfeitas, sou vitima dos meus impulsos e já não respondo mais por mim… isso cansa! Não ter autodomínio cansa e tira o brilho de tudo o que faço. Vai minando os meus afazeres do cotidiano, vai tirando a cor dos meus sonhos, diminui a essência do verdadeiro significado da minha vida.

Se tudo deve existir para me gerar prazer – a comida, o descanso, o sexo – passo a ver tudo como utilitário; inclusive o outro. Quem eu deveria amar e servir, passa a ser material para a minha satisfação e conforto. Percebe a distorção?

Os casais perderam a ordem das coisas. Colocaram a autossatisfação antes da autodoação e se perderam em discussões infundadas na busca pelo prazer. Aprenderam a esperar no outro a satisfação de tudo o que desejam, ficando cegos para o óbvio, o evidente que está inscritos em seus corpos.

Na castidade há ordem: eu preciso me conhecer para me possuir e, um dia, poder entregar-me livremente, inteiramente, sem receio ou restrição e, assim, compreender o significado da verdadeira felicidade.

Juliana e Pedro foram educados nessa escola que esconde espinhos, aridez e cruz. Mas um dia, se Deus quiser, testemunharemos a união desse casal que aprendeu a amar. E a beleza de viver a verdade é que os frutos das sementes plantadas são colhidos por muitos. A castidade deles alcança a família e os amigos que os cercam, alcançam toda a comunidade e assim, toda a sociedade.

Junto hoje a minha voz com as de Juliana e Pedro que disseram repetidas vezes: viver em Deus vale a pena!

 

Leia também:

A coragem de se casar.

A ferida que há em mim.