A coragem de se casar

A missão dos esposos é a entrega a uma pessoa concreta durante a vida inteira

Por Manuel Bru – extraído do site www.aleteia.org

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O Papa Francisco preside pela primeira vez a celebração de 20 matrimônios em Roma. A importância que o Santo Padre está dando à família em sua missão pastoral é inegável. Não é por acaso que teremos em breve duas reuniões sinodais sobre a família. Francisco atua em perfeita continuidade com os Papas João Paulo II e Bento XVI, que também deram prioridade pastoral ao casamento e à família.

Além de ser igreja doméstica e célula da sociedade, na família se concentram outras grandes opções da Igreja: a opção pela defesa da dignidade humana (que se aprende, realiza e protege na família), a opção pelos pobres (pois os pobres são em, desde, por e para a família) e a opção pela evangelização (a família é, ao mesmo tempo, realidade evangelizada e evangelizadora).

Como em tantos outros temas, o Papa Francisco, também sobre o casamento e a família, oferece uma novidade particular em sua forma suave, rotunda e simples de falar, por exemplo, no que disse aos novos cônjuges que participaram de uma das suas mais recentes audiências: que “é preciso ter coragem para se casar hoje” e, mais direto ainda, dirigindo-se a todos eles, ao exclamar: “Vocês são corajosos!”.

Que o Papa chame publicamente uma pessoa de “corajosa” já é uma novidade, mas que, além disso, elogie assim um grupo de 9 casais, é mais surpreendente ainda. Hoje, o casamento não é uma realidade socialmente valorizada e reconhecida. Os cônjuges já não se apresentam como “Este é o meu marido”, “Esta é a minha esposa”, mas dizem apenas: “Este é o meu parceiro(a)”.

Sempre se falou da coragem, por exemplo, dos missionários. E, sem dúvida, cada vez se requer mais coragem para ir a uma missão, ainda que já não precisem mais se despedir definitivamente de suas famílias, porque, neste mundo globalizado, é mais fácil viajar.

Mas, querendo interpretar a expressão do Papa, não acho que seja menor a coragem dos esposos: os missionários se entregam à sua missão da Igreja durante a vida inteira, mas essa missão tem milhões de destinatários, milhões de rostos.

Neste sentido, a missão dos esposos é de uma exigência ainda maior: ela supõe a entrega, durante a vida inteira, a uma pessoa concreta e, com ela, aos filhos, fruto e continuidade dessa mesma entrega.

 

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