Como se vestir bem?

Precisamos nos vestir bem, mas não podemos ser ocasião de pecado para os outros.

Por Fernanda Soares - Missionária da Canção Nova. Extraído do site http://formacao.cancaonova.com/afetividade-e-sexualidade/castidade/como-se-vestir-bem/

Falar de roupa é algo delicado, pois não existe uma fórmula e muito menos um padrão para dizer o que é certo e o que é errado. Na verdade, acredito que existem meios para nos vestirmos segundo aquilo que desejamos expressar. Ou seja, a roupa diz do meu ser, do que gosto, daquilo em que acredito e até mesmo da minha fé. O formato do corpo da mulher chama a atenção por si só, portanto, a roupa favorecerá ou a modéstia ou a sensualidade que ela quer passar. Se você é cristã e deseja ser vista como uma filha de Deus e respeitada por sua beleza, esse artigo é para você.

A mulher precisa cultivar a virtude da modéstia, que está dentro das quatro virtudes humanas: prudência, temperança, justiça e fortaleza. A modéstia se encaixa dentro da virtude da temperança. A mulher modesta é aquela que se veste com elegância, beleza e feminilidade.

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Precisamos nos vestir bem, mas não podemos ser ocasião de pecado para os outros. É preciso se perguntar: “Essa roupa que eu visto leva o outro a me ver como um objeto sexual?”. Não é uma questão de dizer que o homem é sem vergonha, pois, se a mulher faz questão de exibir certas partes do seu corpo provocando-o, é obvio que isso despertará a sensualidade e desejos eróticos nele. Roupas curtas, calça colada, blusas decotadas e minissaias provocarão a imaginação do homem e não o ajudarão a viver a pureza e a santidade. Portanto, é questão de consciência e não de regras.

Como missionária e apresentadora de programas na TV Canção Nova, vivo o desafio de me vestir de acordo com a minha missão. Na televisão de formato plasma eu fico esticada, mais gordinha e alta. As minhas calças mostram-se de uma forma que ‘ao vivo’ elas não estão. Por essa razão, eu escolhi comprar uma calça de numeração maior do que a minha. Não estou dizendo para você fazer o mesmo, estou apenas descrevendo uma situação concreta que vivo e a decisão que tomei.

“O vosso adorno não consista em coisas externas, tais como cabelos trançados, jóias de ouro, vestido luxuosos, mas na personalidade que se esconde no vosso coração, marcada pela estabilidade de um espírito suave e sereno, coisa preciosa diante de Deus” (I Pedro 3,3-4). 

Pense nisso! É a sua personalidade, o seu jeito de ser e seus valores que farão de você uma mulher bela e de valor. Por isso, peça a ajuda da Virgem Maria para se vestir de acordo com o plano original de Deus para você. Estou nessa luta e me uno a você que deseja ser uma mulher segundo o coração de Deus!

 

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A missão dos esposos é a entrega a uma pessoa concreta durante a vida inteira

Por Manuel Bru – extraído do site www.aleteia.org

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O Papa Francisco preside pela primeira vez a celebração de 20 matrimônios em Roma. A importância que o Santo Padre está dando à família em sua missão pastoral é inegável. Não é por acaso que teremos em breve duas reuniões sinodais sobre a família. Francisco atua em perfeita continuidade com os Papas João Paulo II e Bento XVI, que também deram prioridade pastoral ao casamento e à família.

Além de ser igreja doméstica e célula da sociedade, na família se concentram outras grandes opções da Igreja: a opção pela defesa da dignidade humana (que se aprende, realiza e protege na família), a opção pelos pobres (pois os pobres são em, desde, por e para a família) e a opção pela evangelização (a família é, ao mesmo tempo, realidade evangelizada e evangelizadora).

Como em tantos outros temas, o Papa Francisco, também sobre o casamento e a família, oferece uma novidade particular em sua forma suave, rotunda e simples de falar, por exemplo, no que disse aos novos cônjuges que participaram de uma das suas mais recentes audiências: que “é preciso ter coragem para se casar hoje” e, mais direto ainda, dirigindo-se a todos eles, ao exclamar: “Vocês são corajosos!”.

Que o Papa chame publicamente uma pessoa de “corajosa” já é uma novidade, mas que, além disso, elogie assim um grupo de 9 casais, é mais surpreendente ainda. Hoje, o casamento não é uma realidade socialmente valorizada e reconhecida. Os cônjuges já não se apresentam como “Este é o meu marido”, “Esta é a minha esposa”, mas dizem apenas: “Este é o meu parceiro(a)”.

Sempre se falou da coragem, por exemplo, dos missionários. E, sem dúvida, cada vez se requer mais coragem para ir a uma missão, ainda que já não precisem mais se despedir definitivamente de suas famílias, porque, neste mundo globalizado, é mais fácil viajar.

Mas, querendo interpretar a expressão do Papa, não acho que seja menor a coragem dos esposos: os missionários se entregam à sua missão da Igreja durante a vida inteira, mas essa missão tem milhões de destinatários, milhões de rostos.

Neste sentido, a missão dos esposos é de uma exigência ainda maior: ela supõe a entrega, durante a vida inteira, a uma pessoa concreta e, com ela, aos filhos, fruto e continuidade dessa mesma entrega.

 

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